Helvécio Carlos
Helvécio Carlos
Com 30 anos dedicados ao jornalismo, com passagens por emissoras de rádio e assessoria de imprensa, é desde 2001 titular da coluna Hit, do jornal Estado de Minas. Entre 2011 e 2017 foi editor da revista Hit, publicação de lifestyle.
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Ana Cañas revela perrengue para ver Alanis Morissette

No teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube, Canãs falou da sua admiração pela cantora canadense e fez homenagem emocionante a Milton Nascimento

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A apresentação de Ana Cañas, na abertura do projeto "Uma voz, um instrumento", caminhava pela metade quando a cantora provocou risos da plateia, que, sábado (22), lotou o teatro do Centro Cultural do Minas Tênis Clube. Ao tirar a gaita com a qual faria o acompanhamento musical, contou a história do instrumento, que a acompanha desde muito nova. Com o instrumento, Ana infernizava seus colegas de escola com a versão para "Hand in my pocket", um dos sucessos da cantora canadense Alanis Morissette, lançado no disco Jagged little pill (1995). "Faz o solo de novo", gritou alguém da plateia. "Não sei mais, né. Só fazem 30 anos", brincou, para, em seguida, lembrar o perrengue que passou por Alanis.

• AMASSADA NA GRADE

Adolescente à época do show de sua ídola no Olympia, em São Paulo, em outubro de 1996, Ana foi escondida ver o show. Chegou cedo, como todo adolescente apaixonado pelos ídolos, e, claro, conseguiu ficar no melhor lugar para ver o palco bem de pertinho. "Era apaixonada pelo Taylor, o batera", revelou. Mas a alegria de Ana durou pouco. "Quando o show começou, a galera foi para frente e eu fui esmagada na grade. Desmaiei, um segurança me tirou dali, me levou para o ambulatório e eu vi o show lá do fundo. Fiquei 12 horas na fila para nada", diz, com humor. "A vida é louca e esta semana vou abrir o show de Alanis, domingo (30/3), em Curitiba". Foi aplaudida com entusiasmo pela plateia


• SEM ANISTIA

Ana e sua platéia não estavam ali só para brincadeira. Foi durante a canção "Velha roupa colorida", que a cantora deu seu recado mais contundente. Após a frase "O passado nunca mais", ela acrescentou: "64 nunca mais". O público, por sua vez, gritou com fervor: "Sem anistia, sem anistia".


• SALVE BELCHIOR

 

Durante as quase duas horas de apresentação, Ana também contou um pouco de sua trajetória. Lembrou que os últimos quatro anos da vida foram dedicados ao compositor maravilhoso, nordestino, cearense. "Fizemos 180 shows cantando sua obra e toda vez que eu subir no palco sempre honrarei e agradecerei esse projeto, que foi um divisor de águas na minha vida: Salve Belchior".


• NO PALCO

A cantora que abriu o projeto "Uma voz, um instrumento" também elogiou a iniciativa do produtor Pedrinho Alves Madeira. "Aplausos para ele", pediu. "Pedrinho já dirigiu Gal (Costa), fez milhares de coisas. Ele é um cara muito importante, metido com gente louca como eu e as cantoras. Agradecemos que essas pessoas existam e nos colocam em cima do palco para cantar."

 

• BITUCA

 

Ana também prestou sua homenagem a Milton Nascimento. "Fiquei tão emocionada com o convite para cantar neste projeto e gosto tanto de Minas Gerais que vou cantar canções do Clube da Esquina. Milton Nascimento é um bagulho foda", afirmou antes de cantar "Nada será como antes", "Clube da Esquina Nº 2" e "Canção da América". A surpresa ficou com a inclusão de "Volver a los 17", faixa gravada por Bituca e Mercedes Sosa. "Essa não é do Clube (da Esquina), mas faz parte da história de Milton e remete às minhas raízes familiares, meus ancestrais. Sou descendente de espanhóis, de uma família que resistiu bravamente ao terror de muitas coisas na Espanha. Essa canção representa muitas coisas. Entendo Milton ter se apaixonado por ela e ter um encontro com uma cantora latino-americana que é uma coisa de outro universo

 

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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