Jaeci Carvalho
Jaeci Carvalho
COLUNA DO JAECI

Níver de Alexandre Kalil, o maior presidente da história do Galo

Kalil fez futebol numa época em que não havia tanto dinheiro, em que as dificuldades para manter salários em dia eram grandes

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Visionário, inteligente, talentoso, leal aos amigos e vencedor. Alexandre Kalil, o maior presidente da história do Clube Atlético Mineiro, fará 66 anos nesta terça-feira. O melhor prefeito de BH é também um apaixonado por motos e, volta e meia, pega sua Ana para desbravar as estradas do país e do mundo. Não há como separar a história do clube de Kalil. Tudo começou com seu pai, o doutor Elias Kalil, que montou o maior time da história, com Reinaldo, Cerezo, Éder, Palhinha e outras feras.

 

 

O hexacampeonato veio com ele – naquela época, os títulos estaduais tinham mais importância que os nacionais – e foi saqueado por um tal José Roberto Wright, naquele fatídico jogo no Serra Dourada. Vale ressaltar que Zico, Júnior e Andrade nada têm a ver com isso. Flamengo e Atlético eram dois grandes times e formavam a base da Seleção Brasileira. Wright estragou o espetáculo, mas não estragou a história daquele grande presidente, do técnico Carlos Alberto Silva, nem tampouco dos jogadores. Ele apenas escreveu uma página triste da arbitragem brasileira.

 

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Voltando a falar de Alexandre Kalil, foi ele quem deu ao clube o título mais importante de sua história, a Libertadores de 2013. E foi ele também quem levou para o Atlético Mineiro um de seus maiores ídolos, Ronaldinho Gaúcho, quando ninguém mais acreditava no jogador. Kalil pensava 20 segundos na frente de seus pares e montou um dos ataques mais poderosos com R10, Tardelli e Jô. Ronaldinho era gênio, Tardelli craque e Jô decisivo.

Além disso, montou uma dupla de volantes imbatível, com Pierre e Leandro Donizete, e transformou o “chiqueirinho”, o Independência, num caldeirão, onde o Galo tornou-se quase imbatível. Aquelas viradas épicas só foram conseguidas graças à proximidade da torcida com os jogadores. Além disso, ganhou a Copa do Brasil e a Recopa. Depois do grande presidente Nélson Campos, primeiro campeão brasileiro, Valmir Pereira e Elias Kalil, Alexandre foi o maior mandatário do Atlético Mineiro.

 

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Sem meias palavras, é considerado antipático e grosseiro por uns, mas quem o conhece na intimidade sabe o coração que tem e a seriedade com que trata tudo. Seus filhos, os advogados Lucas e João Luiz e o médico Felipe são um reflexo da educação rígida e séria que ele e Gláucia deram aos jovens. Eu os conheço desde pequenos, quando o doutor Felipe dedilhava seu violão e cantávamos as músicas do Capital Inicial, no sítio da Pampulha.

Aos odiosos, vai aqui um recado: não há nada mais importante do que formar os filhos, do que ter histórias para contar de grandes encontros e momentos. Já vi Alexandre chorar várias vezes. Tem um coração que se derrete. Na formatura de Felipe como médico, na festa em sua casa, enquanto Gláucia e demais familiares parabenizavam Felipe, ele declarou “Não fez mais que a obrigação”, provocando risos nos convidados.

Kalil fez futebol numa época em que não havia tanto dinheiro, em que as dificuldades para manter salários em dia eram grandes, em que o Atlético Mineiro foi buscar jogadores que o mercado rejeitava. Comandar um vestiário, conhecer e sentir o seu cheiro é para poucos. Com seus fieis escudeiros e amigos, Rodolfo Gropen, Daniel Nepomuceno, Lázaro e Adriana Branco, pôs o Atlético no lugar mais alto do pódio.

 

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Levou ao Mundial pela primeira vez na história. Só perde ou ganha quem consegue chegar lá. Kalil é um vencedor nato, um cara que lê muito, tem uma cultura vasta. Tenho orgulho em ser seu amigo, assim como é Pedro Lourenço, Emanuel Carneiro, Gropen e mais uns poucos que têm esse privilégio.

Meu amigo-irmão, curta seu dia junto às netas e netos, bens mais preciosos que Deus te deu, seus filhos e sua família. Você fez do seu clube um gigante do futebol, da sua cidade, BH, a melhor capital do país. Se Jesus Cristo não agradou a todos, não teria você essa pretensão. Mas saiba que você é gigante e, como “Alexandre, o Grande”, você sucedeu seu pai e é considerado um dos presidentes mais bem-sucedidos na história dos grandes clubes brasileiros. Vida longa, muita saúde e mais conquistas. Você, amigo de verdade, está no meu coração e da minha família, que te admira, respeita e reconhece em você um grande estadista. Parabéns e muitas felicidades. E parabéns ao seu clube, que hoje também faz aniversário.

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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