O phishing é uma prática criminosa digital que tem se tornado cada vez mais sofisticada e abrangente. Consiste em criar situações enganosas que levam as pessoas a revelar informações pessoais, como senhas e dados bancários. Este é um dos métodos de entrada para crimes digitais, onde os criminosos usam diferentes técnicas para persuadir as vítimas a entregar seus dados sensíveis.
Entre os golpes mais comuns, destaca-se o “golpe do motoboy”, que envolve a entrega de dados pessoais através de uma falsa coleta de cartões por um motociclista. Tal abordagem demonstra a criatividade dos criminosos e a vulnerabilidade dos correntistas diante de estratégias bem elaboradas que exploram a confiança e a falta de conhecimento técnico.

Como Funciona o Phishing?
O phishing se manifesta de diversas formas, desde e-mails falsos que simulam comunicações de instituições financeiras, até mensagens de texto que aparentam ser de lojas conhecidas. O objetivo é sempre o mesmo: induzir ao fornecimento de informações que possam ser utilizadas em fraudes. Em contrapartida, a tecnologia bancária nem sempre está preparada para prevenir tais atos, colocando em discussão a responsabilidade das instituições financeiras.
O uso de e-mails e sites que imitam organizações legítimas cria uma falsa sensação de segurança para o usuário, que ao clicar em links ou abrir anexos maliciosos, pode estar entregando suas credenciais diretamente aos criminosos. As operações fraudulentas podem rapidamente ocorrer, incluindo transferências e pagamentos não autorizados.
Quais São os Direitos e Deveres dos Correntistas e Bancos?
Na legislação brasileira, a proteção de dados é garantida pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), enquanto resoluções específicas do Banco Central, como a 147/2021, estabelecem medidas preventivas em caso de suspeitas de fraude, como o bloqueio cautelar de operações. Mesmo assim, correntistas têm o dever de proteger suas informações e seguir diretrizes básicas de segurança.
As instituições financeiras, por sua vez, são responsabilizadas pela segurança dos dados que processam. Entretanto, a falta de vigilância dos usuários em práticas básicas de segurança digital tem levado o Judiciário a imputar responsabilidades aos próprios clientes por negligência na proteção de suas contas.
Como Evitar Ser Vítima de Phishing?
Prevenir-se contra phishing envolve estar atento aos sinais de tentativas de fraude e adotar boas práticas de segurança digital. Aqui estão algumas dicas para aumentar a proteção:
- Desconfie de e-mails ou mensagens que exigem ação imediata, especialmente se solicitarem informações pessoais ou financeiras.
- Sempre verifique a autenticidade de sites antes de inserir dados pessoais, checando se o URL começa com “https://” e se há um ícone de cadeado na barra de endereço.
- Seja cauteloso ao clicar em links de e-mails ou mensagens não solicitadas.
- Mantenha softwares antivírus atualizados e utilize senhas fortes e únicas para diferentes contas.
Qual a Importância da Educação Digital na Prevenção de Golpes?
A educação digital surge como uma ferramenta essencial para combater o phishing e outras formas de crimes cibernéticos. A Lei 14.533/2023, conhecida como Política Nacional de Educação Digital, busca melhorar a alfabetização digital no Brasil, trazendo maior acesso a recursos e conhecimento do uso seguro de tecnologias, especialmente para populações mais vulneráveis.
A conscientização e o treinamento contínuos são fundamentais para que a população possa antecipar riscos e agir de maneira adequada ao identificar situações suspeitas. O esforço conjunto de governos, instituições educacionais e empresas privadas é crucial para criar uma cultura de segurança digital fortalecida.