Desmanches, ferros-velhos e revendedoras de veículos são alvos de operação -  (crédito: Rede de Noticias)

Desmanches, ferros-velhos e revendedoras de veículos são alvos de operação

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Dez estabelecimentos que funcionam como desmanches, ferros-velhos e revendas de veículos foram alvos da operação "Desmonte" nesta terça-feira (23/7) em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. Destes, cinco apresentavam irregularidades administrativas, sem permissão para exercer as atividades.

 

Desencadeada pelas polícias Civil (PCMG) e Militar (PMMG) em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMG), Prefeitura Municipal e a Receita Estadual, a ação visa combater os crimes de furto, roubo e receptação de veículos.

 

As investigações foram coordenadas pela 1ª Delegacia Regional em Divinópolis. Conforme o delegado de Furtos e Roubos, Renato Alves da Fonseca, cinco estabelecimentos estavam com os documentos em dia. Outros cinco apresentavam irregularidades administrativas, ou seja, não tinham alvará ou credenciamento junto ao Detran para exercer atividade. Eles foram notificados e terão 30 dias para se regularizar.

 


"O estoque de peças foi conferido, todo o acervo foi verificado e consultado, e não foi encontrado nada relacionado a veículos produtos de crime nestes estabelecimentos", explicou Fonseca.


Investigações avançam

As investigações continuam com o objetivo de identificar os suspeitos dos crimes de furto, roubo e receptação de veículos, além de fiscalizar estabelecimentos que possam estar envolvidos nesses delitos. Novas ações devem se repetir até o final deste mês.

 

"Outros estabelecimentos serão fiscalizados e buscamos coibir possível receptação de veículos produtos de crime. Ou parem de trabalhar ou que venham para a legalidade, além de evitar que comprem produtos de crime", enfatizou o delegado.

 

Os estabelecimentos foram definidos a partir de levantamento realizado pela Polícia Civil. Os alvos são aqueles que, principalmente, não estão cadastrados no Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran) para exercer atividades como desmanche.

 

 

"Se surgirem informações de que pessoas jurídicas ou físicas estão adquirindo produtos de crime durante as investigações e se encontrarmos, a pessoa pode responder pelo crime de receptação, com pena de 1 a 4 anos, e o estabelecimento comercial pode pegar de 3 a 8 anos", explicou o delegado.


Operação Interface

Na última sexta-feira (19/7), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) desencadeou a Operação Interface para desarticular uma associação criminosa envolvida em uma série de crimes, dentre eles furtos, clonagem e desmanche de veículos. A ação teve o apoio das polícias Civil e Militar.

 

Conforme o delegado, embora o foco das duas operações esteja ligado a furtos e roubos de veículos, elas não têm relação. A operação desencadeada nesta terça-feira (23/7) já estava planejada há cerca de um mês.

 

Na semana passada, o MPMG cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão em Divinópolis, Itapecerica e Igaratinga, todas no Centro-Oeste de Minas. As investigações, que se estenderam por cerca de 11 meses, terminaram com a prisão de 11 pessoas e a recuperação de oito veículos furtados. Foram apreendidas drogas, armas e munições.