Funcionária de escola é presa após chamar aluna de "macaca" em MG
Secretaria de Estado de Educação informou que a colaboradora era contratada e que foi dispensada após o ocorrido
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Siga noUma funcionária de uma escola da rede estadual foi presa, suspeita de cometer injúria racial, após chamar uma estudante de "macaca". O caso ocorreu na Escola Estadual São Francisco de Paula, no Bairro Icaraí, em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, na terça-feira (18/2), conforme confirmado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta sexta-feira (21/2).
Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para apurar os fatos. A instituição destacou que a funcionária foi levada para a delegacia, onde prestou depoimento e, em seguida, foi encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
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Segundo o boletim de ocorrência, a estudante, de 17 anos, estava na fila da merenda quando a colaboradora passou e a teria empurrado. A adolescente, então, disse que bastava pedir licença. A mulher pediu desculpas à estudante, mas, em seguida, afirmou para outra funcionária que estava próxima: "Eu aqui, trabalhando cansada, e tenho que pedir desculpas para essa macaca."
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A declaração ocorreu na presença de outros alunos e funcionários da escola.
A família acionou a Polícia Militar, mas, ainda muito abalada, preferiu não comentar sobre o caso.
Funcionária dispensada da escola
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) informou que a direção da escola tomou todas as medidas cabíveis, e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) registrou um boletim de ocorrência. A pasta também dispensou a servidora envolvida de suas funções após o ocorrido.
"Ressaltamos que a Secretaria repudia veementemente qualquer ato de racismo e discriminação. A educação deve ser um espaço de respeito, diversidade e igualdade, e trabalhamos continuamente para reforçar políticas e ações que promovam esses valores nas escolas da rede pública estadual."
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A SEE/MG seguirá acompanhando o caso de perto e prestará todas as informações necessárias para garantir que os devidos encaminhamentos ocorram de forma célere e eficaz.
Amanda Quintiliano e Fabrício Salvino, especiais para o EM