As autoridades sanitárias argentinas ordenaram o isolamento no rio Paraná de um navio cargueiro vindo do Brasil após um tripulante apresentar sintomas compatíveis com a doença mpox, disse nesta quarta-feira (21) a diretora de Promoção e Prevenção da Saúde da província de Santa Fé, Analía Chumpitaz.
"É um caso que foi notificado quando o navio entrou no canal. Ontem à noite (terça-feira), a unidade de saúde da fronteira entrou no navio para colher uma amostra e por volta do meio-dia teremos o resultado", disse Chumpitaz em coletiva de imprensa.
Entretanto, "o navio não está autorizado a desembarcar pessoas" e permanece "em quarentena" ancorado no rio Paraná, na entrada do porto de San Lorenzo de Rosario, 310 quilômetros a noroeste da capital argentina.
É um navio graneleiro da cidade de Santos, litoral de São Paulo, com bandeira da Libéria. O número de tripulantes a bordo não foi informado pelas autoridades.
O paciente que apresentou os sintomas suspeitos foi rapidamente isolado dos demais, de acordo com os protocolos estabelecidos, informou o Ministério da Saúde argentino em comunicado.
Desde 2022, a Argentina registrou alguns casos de mpox, mas nenhum da variante recentemente detectada na África e que gerou um alerta especial da Organização Mundial da Saúde (OMS).
"Até agora essa variante não está circulando aqui", explicou Chumpitaz.
A Argentina ordenou um reforço de todas as medidas de vigilância epidemiológica, especialmente nas zonas fronteiriças.
Em 14 de agosto, a OMS emitiu um alerta internacional de saúde pública devido a um surto de mpox originário da República Democrática do Congo (RDC) e atualmente limitado à África, o do clado Ib, a cepa mais perigosa e contagiosa das identificadas até agora.
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