
Ministro critica ausência de Zema em evento da 381: 'Apequena o gestor'
Governador não foi a evento de assinatura da concessão da BR-381 em Brasília. Renan Filho disse que gesto mostra prioridade do mineiro à política
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Siga noO ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), não poupou o governador Romeu Zema (Novo) pela ausência do mineiro no evento de assinatura da concessão da BR-381 nesta quarta-feira (22/1), no Palácio do Planalto. A cerimônia marca o início da gestão privada da estrada conhecida como "Rodovia da Morte" no trecho de cerca de 300 quilômetros entre Belo Horizonte e Governador Valadares.
Zema, com agenda na Associação Mineira de Municípios (AMM), não compareceu ao evento. A privatização da BR-381 é um imbróglio que se arrasta há décadas, bem como a reivindicação pela duplicação da estrada, conhecida pelas curvas sinuosas, o relevo acidentado e a alta frequência de acidentes graves.
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Renan Filho saudou o prefeito em exercício de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), que acompanhou a cerimônia da plateia. Na sequência, lamentou a ausência de Zema no evento.
“Digo isso, prefeito, porque eu fui governador (de Alagoas) e gostaria muito de receber esses investimentos. E mais, eu vi o governo de Minas muitas vezes cobrando investimentos no governo passado e nesse agora, mas não o vejo nesse momento. Parece que a cobrança é mais política e menos pela obra. Isso apequena o gestor público. O gestor público pode ser agente político ou não, pode ter caráter mais técnico; pode ser operário ou empresário. Ele só não pode priorizar a política contra o interesse do cidadão e é isso que o governo de Minas faz ao não estar presente quando se dá uma solução ampla, geral e irrestrita ao problema da Rodovia da Morte”, afirmou durante discurso.
De acordo com o edital de concessão, a 4UM Investimentos deverá investir R$ 5,5 bilhões em intervenções na estrada. As primeiras obras de duplicação na estrada devem ficar prontas até 2029.
As obras incluem 106, quilômetros de de duplicações; 83 quilômetros de faixas adicionais; 9,74 quilômetros de vias marginais; 34 contornos e cruzamentos; 23 passarelas; 166 pontos de ônibus; uma rampa de escape; um ponto de parada e descanso para caminhoneiros; e pontos de suporte aos usuários da estrada.
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A concessionária também deverá, ao longo dos 30 anos em que será a responsável pelos 297,4 quilômetros da estrada, investir R$ 3,7 bilhões na operação da via com serviços de manutenção e atendimento aos usuários.