Os eleitores de Guapé, no Sul de Minas Gerais, terão que voltar às urnas para escolher um novo prefeito. O motivo é a anulação dos votos recebidos por Thiago Câmara (PSDB), que venceu a disputa municipal em 2024, mas teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por unanimidade, o entendimento de que Thiago estava inelegível devido à cassação de seu mandato de vereador em 2022. Ele perdeu o cargo na Câmara Municipal de Guapé após ser investigado por injúria racial contra outra parlamentar. Pela Lei da Inelegibilidade, candidatos nessa condição ficam proibidos de concorrer a cargos eletivos por oito anos.

Ele foi eleito nas eleições de 2024 com 40,23% dos votos válidos, equivalente a 3.343 votos.

A decisão do TSE ocorreu na sessão do dia 14 de março e transitou em julgado no dia 25 do mesmo mês, não cabendo mais recurso. 

Na sessão, a relatora do processo, ministra Isabel Gallotti, confirmou o entendimento de que a situação de Thiago configura a causa de inelegibilidade, "pois teve seu mandato de vereador cassado por quebra de decoro e não apresentou decisão judicial liminar ou definitiva capaz de suspender os efeitos daquele ato”. 

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Com a anulação dos votos, a cidade será administrada interinamente pelo presidente da Câmara Municipal, Rafael Cunha Costa (PSD), até a realização do novo pleito, que ainda não tem data definida. 

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