Nikolas diz que renuncia ao mandato se provarem elo com vídeo de Michelle
Deputado nega participação na gravação contra Flávio Bolsonaro, rejeita rumores de saída do PL e afirma que deixará o mandato se houver prova.
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse nessa terça-feira (7/7) que renuncia ao mandato caso seja comprovada qualquer participação na produção do vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) faz críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em publicação nas redes sociais, o parlamentar também negou que esteja articulando a formação de uma bancada própria para deixar o PL.
“Não tive qualquer participação nisso. E digo mais: se conseguirem provar que eu participei, coordenei ou me envolvi na produção desse vídeo, eu renuncio ao meu mandato", escreveu em suas redes sociais.
Na mesma postagem, Nikolas rebateu rumores de que estaria trabalhando para eleger um grupo de deputados com o objetivo de deixar o partido. “Acreditem, se essa fosse a intenção, eu já estaria em outro partido. Estou trabalhando sim, para eleger uma bancada de deputados legitimamente de direita, honestos e que compartilham do meu sonho de mudar o Brasil", disse.
Segundo a jornalista da Globo, membros da equipe do Flávio estariam espalhando a narrativa de que pessoas que já trabalharam ou trabalham comigo ajudaram a fazer o vídeo da Michelle.
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) July 7, 2026
Não tive qualquer participação nisso. E digo mais: se conseguirem provar que eu participei,…
Vídeo expôs crise no PL
Publicado há cerca de duas semanas, o vídeo de Michelle Bolsonaro tornou pública a crise entre a ex-primeira-dama e o senador Flávio Bolsonaro. Ao longo de 27 minutos, Michelle relatou ter sido desrespeitada pelo enteado durante uma conversa telefônica, reiterou sua oposição à aproximação do PL com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) no Ceará e destacou sua atuação à frente do PL Mulher.
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O episódio teve origem nas articulações eleitorais para 2026. Michelle criticou a estratégia do partido de buscar uma composição com Ciro Gomes no Ceará, defendida por integrantes da ala ligada a Flávio Bolsonaro. Segundo ela, a aliança contrariava a linha ideológica do partido e ignorava o histórico de críticas do ex-governador à família Bolsonaro.
A ex-primeira-dama também afirmou que Flávio a tratou de forma ríspida em uma ligação telefônica no fim de 2025 e disse que os dois não voltaram a conversar desde então. Após a repercussão do caso, o senador divulgou um vídeo e uma nota pública pedindo desculpas, dizendo que jamais teve a intenção de desrespeitá-la.
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Saída do PL Mulher
A principal consequência política do episódio foi a saída de Michelle da presidência do PL Mulher, anunciada após reunião com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. Ela também passou a demonstrar dúvidas sobre uma eventual candidatura ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026.
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Nos bastidores, aliados da família Bolsonaro avaliam que não há perspectiva de reaproximação entre Michelle e Flávio antes da disputa eleitoral do próximo ano.