Como saber se a pílula do dia seguinte fez efeito: entenda cada caso
A pílula do dia seguinte atua atrasando ou impedindo a ovulação, reduzindo as chances de gravidez; saiba seus efeitos e quando um teste de gravidez é necessário
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Siga noA pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência utilizado para reduzir as chances de gravidez após uma relação sexual desprotegida ou falha no método anticoncepcional. No entanto, muitas mulheres ficam em dúvida sobre sua eficácia e os sinais de que funcionou.
Neste artigo, explicamos como a pílula atua no organismo, sua taxa de sucesso, possíveis efeitos colaterais e quando fazer um teste de gravidez para confirmar se houve falha no método.
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O que é a pílula do dia seguinte e como funciona?
A pílula do dia seguinte é um método de contracepção de emergência que atua impedindo ou atrasando a ovulação, dificultando a fecundação. Seu efeito varia conforme o momento do ciclo menstrual em que foi tomada. Ela não é abortiva, ou seja, se a gravidez já tiver ocorrido, a pílula não terá efeito.
Existem dois principais tipos de pílula do dia seguinte
- À base de levonorgestrel: deve ser tomada em até 72 horas após a relação desprotegida, sendo mais eficaz nas primeiras 24 horas;
- À base de acetato de ulipristal: pode ser usada em até 120 horas (5 dias) após o ato sexual, tendo eficácia menor ao longo do tempo.
Como tomar e qual a taxa de eficácia?
A pílula deve ser tomada o mais rápido possível após a relação sexual, pois sua eficácia diminui com o passar do tempo. As taxas de sucesso variam:
- Dentro das primeiras 24 horas: cerca de 95% de eficácia;
- Entre 24 e 48 horas: reduz para aproximadamente 85%;
- Entre 48 e 72 horas: pode ser inferior a 60%.
Quanto antes for tomada, maiores as chances de evitar a gravidez.
Efeitos colaterais e contraindicações
Os efeitos colaterais mais comuns incluem:
- náuseas e vômitos;
- tontura e dor de cabeça;
- sensibilidade nos seios;
- alterações no ciclo menstrual.
A pílula não é recomendada para mulheres com histórico de problemas cardiovasculares, trombose, doenças hepáticas ou que fazem uso de certos medicamentos que podem reduzir sua eficácia.
Como saber se a pílula do dia seguinte funcionou?
Não há um sinal específico que indique se a pílula foi eficaz. No entanto, alguns fatores podem ajudar a avaliar sua ação:
- Menstruação dentro do esperado: se a menstruação ocorrer na data certa ou próximo a ela, é um indício de que a pílula funcionou;
- Sangramento leve dias após tomar a pílula: algumas mulheres podem ter um sangramento de escape, o que pode ser um sinal de que o hormônio fez efeito;
- Ausência de sintomas de gravidez: Náusea intensa e aumento dos seios podem indicar gestação, mas não são definitivos.
Caso a menstruação atrase mais de 5 a 7 dias, recomenda-se fazer um teste de gravidez.

A pílula do dia seguinte realmente atrasa a menstruação?
Sim, é possível que a pílula cause alteração no ciclo menstrual. O sangramento pode ocorrer antes do esperado, atrasar alguns dias ou até mesmo mudar de intensidade. Isso acontece devido à alta dose hormonal presente no medicamento.
Se a menstruação atrasar mais de uma semana, um teste de gravidez deve ser feito.
Quando fazer um teste de gravidez?
Caso a menstruação não ocorra dentro do período esperado, o teste de gravidez pode ser feito a partir de 15 dias após a relação sexual ou 5 a 7 dias de atraso menstrual para maior confiabilidade.
O exame de sangue Beta hCG pode detectar a gravidez mais cedo, enquanto os testes de farmácia são mais indicados após o atraso menstrual.
Posso tomar a pílula mais de uma vez no mesmo mês?
Não é recomendado o uso frequente da pílula do dia seguinte, pois ela pode desregular o ciclo menstrual e perder eficácia com o tempo. Esse método deve ser reservado apenas para emergências. Se houver necessidade constante, é ideal buscar um método contraceptivo regular, como anticoncepcionais orais ou DIU.
A pílula do dia seguinte previne a gravidez pelo resto do mês?
Não. A pílula age apenas para aquele ciclo específico e não oferece proteção contínua. Se houver outra relação desprotegida após o uso da pílula, o risco de gravidez continua o mesmo. O ideal é sempre utilizar um método anticoncepcional de rotina para evitar gestações indesejadas.